
Quando pretendemos atingir o
topo de uma montanha sabemos antecipadamente que enfrentaremos enormes
desafios; sabemos que haverá momentos de extremo cansaço e que, nestes
momentos, sentiremos certamente vontade de desistir; que quase nos
arrependeremos de ter tido a idéia da escalada.
Muitas vezes o medo se apossará
de nós e nos sentiremos impotentes diante do desafio que nós mesmos nos
propusemos.
Ás vezes voltar é a nossa maior
vontade, mas alguma coisa em nós nos impulsiona e nos empurra para
frente. É como se, no íntimo, considerássemos covardia desistir. Nessas
horas, se conseguirmos superar este medo e procurarmos imaginar a
sensação de vitória que sentiremos ao chegar ao final da escalada, se
conseguirmos imaginar a visão que nos espera quando chegarmos ao ponto
culminante da montanha, então descobriremos que não somos covardes, que
a superação dos desafios nos torna fortes e realizados.
Na vida de cada um de nós é
assim também que acontece. Muitas vezes desanimamos, nos sentimos sem
força e sem motivação para continuar. Mas, é nessas horas que devemos
olhar para trás e procurar em nossa memória o número de vezes em que
quase desistimos de lutar e que algum acontecimento nos impediu de
desistir. E vamos lembrar que, apesar da sensação de impotência que
sentíamos na época, na medida em que enfrentávamos os desafios, esta
sensação pouco a pouco foi se apagando.
Alcançar a vitória nem sempre
significa realizar um feito grandioso; na maioria das vezes ela é o
somatório de pequenos sucessos que acumulamos durante a vida.
Pense numa forte muralha; ela
não foi construída de um único bloco de pedra, mas sim de várias
pequenas pedras sobrepostas.
Lembre-se de cada desafio
vencido e você perceberá o quanto forte você é.