Porque nos sentimos
indefesos criamos estruturas em torno de nós para que elas nos protejam
daquilo que não conhecemos.
Criamos barreiras
para nos afastarmos das ameaças que imaginamos.
E nos isolamos.
Mas o isolamento não
é a escolha instintiva dos seres humanos.
E a solidão que nós
mesmos construímos faz com que sintamos uma permanente insatisfação, uma
eterna busca de alguma coisa que nem nós mesmos conseguimos identificar.
Somos o fruto das
nossas opções.
Sem que tenhamos
percebido quando e como isto aconteceu nos transformamos em ilhas em
meio de um oceano que nos parece ameaçador.
Mas não é este o
destino que nos foi proposto e seguimos numa busca de algo que nos
complete.
Quando imaginamos
ter encontrado esta complementação, nos apegamos e lutamos para que este
elo não se desfaça, não se quebre.
Porque somos
inseguros, nos apegamos.
Como o náufrago que
se agarra no que lhe parece ser a salvação.
Mas mesmo ele não
poderá permanecer agarrado à sua "tábua de salvação" indefinidamente.
É preciso aceitar as
transformações que a vida nos traz.
É preciso deixar
partir aquilo que já cumpriu sua finalidade.
É preciso aceitar o
fato de que a estrada da vida é repleta de encontros e despedidas; de
chegadas e partidas.
Paramos muitas vezes
a fim de nos reabastecermos de força, mas sempre haverá o instante em
que teremos que continuar nosso caminho.
Não permita que o
medo e a insegurança o detenham. Aceite as mudanças que surgirem. São
elas que o levarão a alcançar o verdadeiro propósito de sua vida.